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O tempo do meu filho

Imagem retirada do We♥it

Notas da autora do Blog
Quando criei o blog, nunca pensei em um categoria, mas sim em várias. Aqui , eu falo tudo que gosto e que faz parte de mim. Às vezes, desanimo. Mas acho que nunca conseguirei abandonar esse meu cantinho. Faz três anos que me tornei mãe. E, apesar de ser um sonho antigo, passo dificuldades como qualquer outra mãe. E , acontecem coisas que gostaria de compartilhar no blog, por isso, vocês verão muitas coisas sobre maternidade a partir de agora. :)

Um pouco da nossa história
Bom, comecei a namorar cedo (com 14 anos) e engravidei com 20, estávamos combinando tudo sobre o noivado que seria em novembro de 2012. Mas em novembro , já estávamos casados e o Gabriel já tinha 3 meses. hehe

Sobre ser mãe e o que eu aprendi com isso
Fui mãe aos 21, e achava que por ser jovem as pessoas gostavam de palpitar na minha vida e querer me ensinar a ser mãe. E isso me irritava muito, mas descobri que todas as mães passam por isso (não deveriam, mas passam).
Parece que todo mundo está mais apta a ser mãe do que você. As pessoas adoram dar palpites no seu jeito de educar o seu filho. "Ah, você não pode fazer isso!"; "Ah, eu cuidava assim do meu filho"; "Você mima demais essa criança! " e bláblábláblá
Hoje em dia, esses palpiteiros de plantão ainda me irritam, mas menos do que antes. Eu penso assim: A mãe sou eu, então sou eu quem decide o que é melhor para o meu filho, e se tiver errado, eu aprendo e crio experiência. Mas, EU tenho que passar por isso da forma que EU achar melhor. E, por enquanto, a maioria dos meus métodos estão funcionando, os que não dão certo eu tento de outro jeito.
Se tem uma coisa que aprendi nesses três anos, foi a respeitar o tempo do Gabriel. As pessoas tem mania de estabelecer idades para que as coisas aconteçam, mas se esquecem de que cada criança/pessoa é única e diferente uma das outras. Resumindo: que bom que seu filho andou com um ano, mas o meu não é obrigado a andar com essa idade porque o seu andou!
Meu marido e eu começamos a andar cedo: com 9 meses. O Gabriel começou a andar com 1 ano e 3 meses. Sem forçar a barra, foi quando ele se sentiu seguro para isso. Para a gente andar parece a coisa mais boba do mundo, mas para eles é difícil, assustador, pois é a primeira vez.
Aguentei muitas críticas , mas esperei. Levei ao pediatra e ele me disse que não tinha problema, que ele já ficava em pé, mas estava com medo de andar.
Procurei na internet várias coisas sobre o assunto. Vi em um site (não lembro mais qual era) que a criança não tinha medo de andar, mas sim de cair. E ensinava uma técnica de segurar a mão do bebê, levantar com ele e sentar, para fazer com que ele perdesse o medo. Fiz e no outro dia o Gabriel dava seus primeiros passos (que foram filmados pela mamãe coruja hehe).
Os próximos dilemas foram: a fralda e a chupeta.
E mais uma vez críticas e mais críticas. "Nossa, quase três anos e não saiu da fralda ainda!?" Dava vontade de responder: "Não , mas relaxa quem paga as fraldas sou eu!" Chegaram até a me falar que a minha criação tava errada, que eu não me esforçava pra que ele saísse das fraldas. aiaiaiaiai Deu vontade de mandar ir para um lugar bem ruim, mas não, respirei fundo e respondi como uma lady, que ele não usaria fraldas para sempre e que na hora certa ele sairia.
Insistimos muito para que ele saísse das fraldas, mas não dava certo. Chegamos até a brigar com ele tadinho! E acho que foi isso que atrasou ainda mais o processo .
Até que decidimos deixar que ele escolhesse o momento correto.
Faltavam duas semanas para ele completar três anos. Um dia fomos na casa do meu irmão e ele pediu para ir ao banheiro, levei e ele fez xixi . A partir daquele dia nunca mai usou fraldas. Simples assim , sem traumas, no momento dele.
E mês passado abandonou a chupeta. Como? Conversamos com ele e explicamos que ele estava crescendo, que não era mais um bebê (que nem usava mais fraldas) e que chupeta era coisa de nenezinho. Ele concordou dizendo que não queria mais a chupeta. "Éca! é coisa de neném", ele dizia. (muito fofo , hihi)
Combinamos que se ele pedisse daríamos a chupeta para ele. Mas para a nossa surpresa ele não pediu! (todos comemoram haha).
Hoje olho para ele e vejo como está independente e fico contente , pois vejo que pelo menos acertei um pouco, no meu jeito de criá-lo. E farei de tudo pra que ele cresça cada dia mais seguro e confiante nele mesmo.
A próxima fase será tirar a mamadeira. Espero que seja tão tranquilo quanto foi a chupeta e a fralda. Me desejem sorte! haha
E, se tenho alguma coisa para dizer para as outras mães é : sejam vocês! Criem seus filhos como acharem melhor, pois você é a mãe dele e vai saber o que é melhor para o seu filho. É claro, que existem conselhos que são válidos e que nos ajudam muito nesse processo de ser mãe. Mas absorva aquilo que for bom e jogue fora aquilo que não é.
E aos palpiteiros de plantão: nos deixem em paz! hahahah

A maternidade e eu , PARTE IV

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No post anterior , eu estava contando sobre o dia em que o Gabriel nasceu, parei na parte em que o médico havia me examinado, lembram?
Uns minutinhos depois , chegou a enfermeira e começou a me fazer umas perguntas, e disse para que eu escolhesse uma roupinha para o bebê usar quando nascesse. Depois chegou uma outra enfermeira e trouxe touca, meias ... Perguntei se eu já ia ganhar o nenê, ela disse que sim , eu estranhei, pois eu não sentia nada e jurava que iria ganhar parto normal, não achei que fosse tão rápido, ela me disse que eu faria uma cesariana porque meu bebê não estava descendo e como já fazia algum tempo que minha bolsa havia rompido, era perigoso.
Então, me arrumaram para ir a sala de parto, meu marido não pode ir :/ 
Só para variar, outro me passaram para outro médico: Doutor Pedro (não achei ruim não, ele era ótimo.
Fui para a sala de parto , eu estava muito tensa, começou a me dar medo, a equipe médica foi um amor, o anestesista veio e me explicou como seria o procedimento, e como eu deveria agir caso sentisse algo errado.
Aplicaram a anestesia, eu não senti perna formigando,nem nada disso, a única coisa que senti foi o nariz trancando e muito sono.
O parto foi muito rápido, é difícil acreditar que sete camadas de pele sejam cortadas tão rapidamente.
O assistente do anestesista ficou conversando comigo o tempo todo, me perguntou o nome  do nenê , quando eu disse que era Gabriel ele falou: Vish, se for que nem o meu sobrinho você esta ferrada! rsrsrs eu disse pra ele que já tinham me falado isso sobre os Gabrieis , mas que o meu se Deus quisesse iria ser diferente rsrsrs
Mas enfim, o assistente virou e falou: "Parabéns mãe , seu bebê tá nascendo.
Eu não sabia como reagir, ele disse que eu poderia virar levemente a cabeça de lado para vê-lo. Então eu o vi , escurinho, boca grande, ele não chorou, fiquei preocupada, mas depois que começaram a sugar as sujeirinhas do parto ele abriu um bocão , deu até medo rsrs
A emoção até aí já tinha sido grande, depois disso, trouxeram ele perto de mim e encostaram aquele rostinho macio, que parecia veludo, no meu ele parou de chorar e quem quase chorou fui eu.
Daí o levaram , e o médico terminou o procedimento da cesariana,confesso que essa foi a primeira parte , e eu estava agoniada querendo ficar junto do meu bebê.
Depois de sair da sala de parto , me deixaram na sala de pós-operatório, foi engraçado porque eu estava tão dopada que a enfermeira me perguntava: "Tá com frio fia?" e eu rindo pra caramba (kkkk) respondia: Não , só soooonoooo.... Ela me disse : então aproveite e durma agora , porque depois você não vai conseguir mais.
Finalmente me mandaram para o quarto da maternidade, meu marido estava lá me esperando com cara de bobão ahahah
O nenê estava quase engolindo a mão de tanta fome tadinho, então colocaram ele no meu seio e ele começou a sugar.
Foi aí que começou a minha experiência nesse mundo fantástico que é a maternidade.
Sei que ainda tenho muito que aprender, mas adoro esse novo ofício , cuidar do meu filho é a coisa que mais gosto de fazer no momento, cada dia uma nova descoberta. Eu sou daqueles tipos de mãe que abandona casa, louça, visita (seja o que for) para ficar com meu filho, porque eu sei que a coisa mais valiosa que posso oferecer a ele é o meu tempo.
Se eu gosto de ser mãe? Eu AMO!
Besitos ;**
Sorry, pelo post enooorme, eu não me controlo. rsrsrsrs

A maternidade e eu, PARTE III

Gente, desculpem pela demora para postar, é que esses dias estava meio enrolada. Mas aí vai a continuação dos posts anteriores:

We♥it

                                            O Pré-Parto

No post anterior , eu tinha contado para vocês, a descoberta do sexo do bebê a escolha do nome e o momento crucial: o momento em que rompeu a bolsa.
Bom, o a Gabriel nasceu no dia 15/08/12, aquele dia o tempo não estava como estava no dia 15 deste ano, não era esse friozão todo, cedo foi um tempo agradável , nem frio nem quente, e a tarde fez um calorão.
Como eu contei no post anterior, minha bolsa rompeu, mais ou menos, umas 04:20 da manhã, o Marcio ligou para a minha mãe e para a mãe dele, nós não tínhamos carro então eles foram me buscar em casa. Minha mãe já tinha ligado para o hospital avisando que eu iria para lá, porque eu iria ganhar em uma outra cidade e precisavam ver se haviam vagas (ganhei pelo SUS).
Chegamos ao hospital , o médico (que não era o que fez pré-natal em mim :@) me examinou, eu tinha dilatado 2 dedos, a única coisa que eu sentia era um incomodo nas costas mais nada.
A minha pressão estava muito alta (estranho, porque geralmente ela é bem baixa), então tive que esperar que ela abaixasse para poder ir para a cidade vizinha, onde eu ganharia o Gabriel.
Depois da pressão normalizar , comecei a me arrumar para ir, o motorista da âmbulancia, com pena de mim, pediu se eu aguentaria ir sentada na frente, porque lá atrás iria bater muito , já que a estrada estava/esta muito esburacada (uma vergonha!). Eu topei na hora , estava cansada de ficar deitada, e sabia que assim que eu chegasse ao hospital , teria que ficar mais tempo ainda deitada.
Foi então que aconteceu o momento mais lindo da minha vida: Enquanto estavamos na estrada vi pela primeira vez o sol nascer, foi lindo, a emoção era tão grande que eu sentia uma vontade imensa de chorar, mas um choro de felicidade, de emoção, antes eu não acreditava muito nessa história de 'chorar de felicidade' , mas nesse dia descobri que é real.
A gravidez inteira eu tive medo do parto, mas no dia "D" , fiquei tão tranquila, que todos se surpreenderam com a minha tranquilidade, inclusive eu.
Chegamos à Santa Casa às 7:00 mais ou menos, tive que ficar na recepção dando meus dados para a mulher. Fiquei muito envergonhada, porque haviam muitas pessoas na recepção esperando atendimento, e como minha bolsa havia rompido, e mesmo com fraldão o liquído da bolsa escorria pelas minhas pernas , por sorte eu estava com um vestido longo, então não dava para perceber muito, mas mesmo assim fiquei bem envergonhada.
Fomos o Marcio e eu para a sala de pré-parto , as enfermeiras eram muito simpáticas e o atendimento foi ótimo!
O médico (que mais uma vez não era o mesmo que fez o pré-natal) me examinou , gente vocês gravidas , ou que já são mamães, sabem como é chato o toque, mas vocês acreditam que eu não senti nada? Não sei se foi a prática do médico ou a minha tranquilidade.
Lembram que eu falei da dor nas costas? Então agora eu tinha começado a sentir uma leve cólica. Do meu lado tinham mais duas mulheres , uma chorando outra gemendo, isso não foi muito animador rs.

Gente para esse post não ficar maior do que já esta, contarei o resto da história do próximo post, que farei ainda hoje.

Besitos, até daqui a pouco ;*
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